As entidades do Grupo Crédito Agrícola, abrangidas pelo acordo coletivo de trabalho (ACT) das instituições do Crédito Agrícola Mútuo, promoveram um reajuste salarial final de 0,6%, fixando-se em 4,6% o aumento total das tabelas salariais e cláusulas de expressão pecuniária para o ano de 2023.
O subsídio de alimentação já havia sido objeto de aumento para 11 euros diários, representando um aumento de 4,8%. Estes aumentos situam-se acima do negociado no âmbito do ACT do sector bancário, que estabelece aumentos de 4,5%.
A atualização dos abonos salariais será feita no corrente mês, com efeitos retroativos a janeiro deste ano. Adicionalmente o plafond do crédito habitação a colaboradores passará a ser de 225 mil euros a partir do mês de novembro, com um aumento de 13,5%.
Estas medidas decorrem da necessidade de garantir a melhoria das condições de vida dos colaboradores, das entidades abrangidas e das respetivas famílias.
De assinalar que o Grupo Crédito Agrícola é um grupo financeiro de génese cooperativa constituído, na sua base, por Caixas de Crédito Agrícola. O grupo, de âmbito nacional, com capitais exclusivamente nacionais, conta com mais de 430 mil associados, mais de 1 milhão e 900 mil clientes e mais de 600 agências, distribuídas pelo território nacional. Foi fundado em 1911, tendo como foco inicial o apoio ao financiamento de agricultores em Portugal, e ao longo dos anos foi expandindo o âmbito da sua acividade para outros sectores e alargado a sua área de atuação. O grupo é composto atualmente, para além das Caixas Agrícolas e da Caixa Central, por empresas dedicadas à atividade seguradora e à banca especializada. Foi o primeiro banco a disponibilizar o contactless em Portugal, a oferecer o primeiro cartão de pagamento com chip e o primeiro cartão vertical, tendo sido pioneiro na disponibilização de pagamentos com Apple Pay aos seus clientes.