Flexibilidade no trabalho

Estamos realmente a abraçar a mudança?

Texto: João Franqueira Imagem: Coverflex

Apesar do foco crescente na inclusão e personalização, apenas 35,3% dos colaboradores portugueses estão satisfeitos com o seu pacote de compensação, de acordo com o estudo «O Estado da Compensação 2024-25». Este dado sugere que ainda existe um desalinhamento entre o que as empresas oferecem e o que os colaboradores realmente procuram em termos de valorização e reconhecimento.

O modelo híbrido de trabalho tem sido amplamente adotado e apresenta-se como uma solução promissora para conciliar flexibilidade e colaboração presencial. No entanto, é importante assegurar que este modelo atende às expectativas dos colaboradores em termos de autonomia e gestão do tempo. O estudo revela que os trabalhadores em regime remoto lideram nos índices de satisfação, com 88,6% satisfeitos, indicando que a flexibilidade total é altamente valorizada.

No que toca à sustentabilidade, a adoção de modelos de trabalho flexíveis tem um potencial significativo para contribuir para a redução da pegada de carbono, através da diminuição das deslocações diárias. As empresas têm aqui uma oportunidade de alinhar as suas práticas com os objetivos globais de sustentabilidade, reforçando o seu compromisso com o meio ambiente.

A compensação vai muito além do salário. É a valorização tangível que a empresa atribui a cada colaborador, refletindo-se em benefícios personalizados que atendem às necessidades individuais. Investir em planos que considerem a diversidade das vidas dos colaboradores, das suas famílias e dos seus objetivos pessoais é essencial para promover a satisfação e o bem-estar no ambiente de trabalho.

Em vez de nos contentarmos com mudanças superficiais, é fundamental promover um diálogo aberto e contínuo entre colaboradores e empresas. Só através de uma colaboração genuína poderemos construir um ambiente de trabalho que responda às necessidades de todos, alinhando objetivos pessoais e profissionais. Juntos, podemos desenhar um futuro laboral mais satisfatório e sustentável, no qual a flexibilidade e a personalização não sejam exceções, mas a norma.



J
oão Franqueira
, Chief People Officer da Coverflex


Coverflex

Fundada em 2019 por Luís Rocha (ex-TUI Musement), Miguel Santo Amaro (ex-Uniplaces), Nuno Pinto (ex-Kide), Rui Carvalho (ex-Unbabel) e Tiago Fernandes (ex-Bitmaker), a Coverflex é a solução de compensação flexível que permite às empresas reduzir custos e maximizar o potencial de rendimentos dos seus colaboradores. As empresas podem agregar a gestão da compensação além do salário: benefícios, seguros, subsídio de refeição, budgets, descontos exclusivos e Flexpay – a sua solução de acesso ao salário ganho. Os colaboradores podem desbloquear todo o seu potencial de rendimentos, personalizar o seu pack de compensação, fazendo escolhas sobre como gastar o seu orçamento naquilo que melhor lhes convém, utilizando o seu cartão pessoal VISA e a aplicação. Desde a sua fundação, a startup já levantou 20 milhões em capital de risco, incluindo a maior ronda pre-seed de sempre em Portugal (cinco milhões) e uma das maiores da Europa, em abril de 2021. Está presente em três mercados: Portugal, Espanha e Itália. Em 2023, foi nomeada a melhor empresa (50-100 colaboradores) para trabalhar em Portugal, pela Great Place to Work, e também uma das «100 Hottest Startups in Europe», distinção que alcançou pelo terceiro ano consecutivo. Tem ainda a certificação BCorp, seguindo altos padrões ESG (environmental, social, and corporate governance).

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